O DAER conta
a sua história
E, com ela, um pouco da história do Rio
Grande do Sul
Muito
trabalho, dedicação, empenho e até sacrifícios,
timbraram o trabalho das numerosas equipes que aceitaram o desafio,
já em 1938, de desbravar esse Rio Grande em todos os
sentidos. Desde as turmas precursoras da Topografia, abrindo
picadas a qualquer tempo, até a última camada
de asfalto na grande rodovia, os homens do DAER, de todas as
hierarquias, souberam cumprir o seu dever -não raro indo
muito além dele. Engenheiros, especialistas, capatazes,
feitores, operários, todos escreveram esta história.
Criado a 11 de agosto de 1937, o DAER, todavia, já tinha
todo um histórico que o levou à realidade. Em
verdade, desde 1933 que a idéia vinha sendo defendida
dentro da Sociedade de Engenharia do R.G.S.
Naquele ano, o engenheiro Clóvis Pestana publicava no
boletim da entidade um artigo preconizando a criação
de um órgão rodoviário no Estado.
O assunto já era obrigatório nos meios de Engenharia,
tal era a pobreza em nosso Estado em termos de rodovias. A Sociedade
de Engenharia resolveu, ela própria, elaborar um documento,
alinhando os motivos pelos quais o Governo deveria criar um
departamento autônomo de estradas de rodagem. E completou
esse memorial, encaminhando com ele um projeto de criação
do que veio a ser, um ano depois, o DAER.
Antes disso, porém, outras contribuições
valiosas, como a de Clóvis Pestana, vieram se somar à
primeira manifestação. No ano de 1934, os engenheiros
José Pedro de Escobar e José Baptista Pereira
também se ocuparam do assunto em boletins da Sociedade
de Engenharia. E o assunto já deixava os gabinetes técnicos
e entrava no domínio público. Assim, a necessidade
do DAER já era um reclamo de todo o Estado.
E foi um engenheiro, também, Alexandre Martins da Rosa,
então deputado estadual, quem apresentou projeto no legislativo
autorizando o Estado a criar o DAER. Esse projeto foi aprovado
por unanimidade, gerando, assim, a lei de n° 199, aprovada
a 3 de agosto de 1937. Oito dias depois — 11 de agosto,
o Governo sanciona a Lei nº. 750, criando, efetivamente,
o DAER. A batalha pelo progresso estava vencida.
À época em que o DAER foi criado, os formados
em Engenharia Civil, todos, eram absorvidos pela Secretaria
Estadual de Obras Públicas, pela Prefeitura de Porto
Alegre e pela, então, Viação Férrea
do Rio Grande do Sul. A demanda desses profissionais era bem
maior que a oferta no mercado de trabalho. Todos já tinham,
de antemão, empregos garantidos num dos três órgãos
da administração pública.
O DAER, ao se estruturar, sob a direção-geral
do engenheiro José Baptista Pereira, seu primeiro mentor,
além dos problemas de montagem de 10 Residências
em todo o Estado, enfrentava a falta da indispensável
presença de engenheiros para se tornar uma realidade
na tarefa de refazer o Rio Grande viário, ou, até
mesmo, de começar a fazê-lo efetiva e tecnicamente.
Para
saber mais sobre a entidade visite www.daer.rs.gov.br.