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Governadora assina ordem de serviço para instalação dos cabos subaquáticos de Rio Grande

           A governadora Yeda Crusius e o presidente do Grupo CEEE, Sérgio Camps de Morais, lançam nesta quinta-feira (17) obras de instalação dos cabos subaquáticos que levarão energia elétrica de Rio Grande a São José do Norte. A assinatura será no Palácio Piratini. O investimento é de R$ 20 milhões.
            Segundo Sérgio Camps de Morais, a obra abre novo patamar tecnológico para o RS, em uma linha que será benéfica tanto para Rio Grande quanto para São José do Norte. "Trata-se de um sistema que vai trazer confiabilidade maior para o abastecimento de São José do Norte. A obra representará um salto de qualidade em termos de carga, abastecimento e segurança para a cidade", disse.

Importância da travessia subaquática

           A substituição da rede aérea pela subaquática para o fornecimento de energia de Rio Grande para São José do Norte é uma necessidade das duas comunidades. Em Rio Grande, com a ampliação do porto, os cabos aéreos atrapalham o ingresso e a saída de embarcações, cujos tamanhos ficariam limitados à altura dos cabos. Com a modificação, fica resolvido este problema e ainda melhora-se a qualidade da energia levada aos clientes de São José do Norte.
            A linha de transmissão será de 69 kV. Atualmente, a população da cidade recebe luz através da linha de transmissão aérea, de 69 mil volts, isolada para 69 kV. Ela opera em 23 kV, há cerca de 15 anos, e atravessa o canal de acesso ao porto rio-grandino desde o Tecon, em Rio Grande, até São José do Norte, a 72 metros do nível da água. Até os anos 90, o abastecimento era realizado através de duas usinas, que utilizavam como combustível o óleo diesel.
            O crescimento do Porto de Rio Grande e a expansão industrial e de serviços demandaram, em 2008, a retirada, em três momentos, dos cabos da linha de transmissão. O investimento atende as atuais e futuras necessidades da área portuária, permitindo a livre navegação de embarcações no canal, sem a atual restrição de calado aéreo. Este será o terceiro maior empreendimento no Brasil com estas características. A colocação da linha de transmissão de energia elétrica subaquática cruzará o canal de acesso ao porto. Depois, os atuais cabos aéreos (condutores e cobertura) serão retirados e as estruturas metálicas 1, 3 e 4 serão desmontadas.

 

Fonte: www.estado.rs.gov.br – 17/12/2009

 

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